Valorização e sustentabilidade energética...

A necessidade energética mundial tem vindo a crescer de forma desmesurada. De acordo com um estudo desenvolvido em 2007 pela Agência Internacional de Energia, cerca de 88% da energia produzida anualmente para satisfazer as necessidade energéticas proveio de combustíveis fósseis. Segundo a mesma fonte, é expectável que no decorrer deste século a necessidade energética mundial duplique ou até mesmo triplique e, em simultâneo, a concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera aumente drasticamente!

De forma a minimizar o aquecimento global e as alterações climáticas decorrentes desta situação, é necessário reduzir as emissões de GEE para menos de metade dos valores actualmente registados. Em paralelo, a garantia de fornecimento de energia é uma preocupação e grande parte das reservas declaradas de crude estão concentradas em zonas geográficas politicamente instáveis. Surge assim a necessidade de aumentar a diversificação de fontes de energia para garantir uma provisão fiável e contínua, principalmente em países não produtores de energias convencionais.

A biomassa representa uma alternativa aos combustíveis fósseis, já que que quando utilizada para produzir energia de forma sustentável, reduz significativamente os valores de emissão de GEE.

Actualmente a União Europeia apenas cobre 4% das suas necessidades energéticas a partir da biomassa. Caso utilizasse todo o seu potencial, poderia praticamente triplicar esse valor até 2010, sem deixar de respeitar as boas práticas agrícolas, de salvaguardar a produção sustentável de biomassa e não afectando a produção interna de produtos alimentares.

Este cenário é propício a Portugal, que tem disponível uma imensa quantidade de biomassa que pode ser utilizada com viabilidade técnica e económica e pode assim potenciar oportunidades para a criação e desenvolvimento de novas indústrias aptas a explorar este recurso de forma sustentável.